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  • Gabriel Pretto

RFID: como funciona e quais suas vantagens

Atualizado: Fev 11

Ao fazermos uma compra no mercado, um leitor ótico faz a leitura do código de barras e identifica o produto e seu preço. Porém esse processo é demorado, no ponto de vista tecnológico.

O RFID é uma nova tecnologia que vem para substituir essa prática conhecida. Sua sigla vem de Radio-Frequency IDentification, ou em português, Identificação por Rádio Frequência).


Ela tem o objetivo de dispensar trabalhos manuais e individuais de leitura dos códigos de barra. Além de ter diversas outras aplicações para este sistema, que iremos abordar aqui no Blog.


O que é RFID?


Com o objetivo de inovar e melhorar segmentos, o RFID trouxe benefícios para diversas áreas: para indústrias, pecuárias, saúde, logística, e outras.


O sistema utiliza um método de tags (etiquetas) que possuem um micro chip instalado nelas. Os chips são postos nos objetos e estes poderão ser rastreados pelas ondas de rádio que o RFID emite através de sua antena. O computador que está por trás do sistema troca informações através de seus EPC's (Código Eletrônico de Produto)

Como RFID funciona?


Por sua antena o RFID faz a leitura do sinal a rádio e envia a informação para um dispositivo leitor, e também para o transpônder (tags/etiquetas) que terá o circuito e a informação a ser transmitida. As etiquetas podem ser aplicadas em pessoas, produtos, embalagens, animais, etc.


A antena transmite a informação, emitindo o sinal do circuito integrado para transmitir suas informações ao leitor, que então converte as ondas de rádio do RFID para informações digitais. Depois de convertidas, o computador que está na retaguarda poderá fazer a leitura e análise dos dados.

Etiquetas RFID


Há três tipos de transpônder (etiquetas) RFID, as ativas, passivas e as semipassivas.


• Ativas: Seu preço de compra é maior pois são mais sofisticadas, contam com uma bateria própria para transmitir seu sinal e também permite armazenamento em memória RAM capaz de armazenar até 32KB;


• Passivas: São as mais simples e baratas. Não possuem bateria e alimentam seus circuitos através das ondas eletromagnéticas emitidas pela antena do leitor. Dessa forma, não podem iniciar nenhuma comunicação por conta própria e funcionam a curta distância;


• Semipassivas: Possui características dos dois outros tipos, pois possui uma bateria própria que serve apenas para alimentar o circuitos internos e não parar emitir um novo sinal de radiofrequência para o leitor.

Faixas de Frequência


É importante certificar-se que os sistemas de RFID não interfiram em outros serviços que utilizam o sinal de rádio móveis (polícias, serviços de segurança, indústria), serviços de rádio marinhos e aeronáuticos e telefones móveis. Com isto o RFID acaba tendo suas escalas de frequência restringidas para seu funcionamento mais apropriado.


Só é possível utilizar escalas de freqüência que foram reservadas para aplicações industriais, científicas ou médicas ou para dispositivos curtos em escala. São as frequências classificadas mundialmente como de escalas de freqüência de ISM (Industrial-Cientific-Medical), e podem também ser usadas para aplicações de RFID.


Frequência em que operam:


Sistemas de Baixa Freqüência (30KHz a 500KHz) – Para curta distância de leitura e de baixo custo operacional. Normalmente utilizados para controles de acesso, rastreabilidade e identificação;


Sistemas de Alta Freqüência (850MHz a 950MHz e 2,4GHz a 2,5GHz) – Para leitura em médias e longas distâncias e leituras a alta velocidade. Normalmente utilizados para leitura de Tags em veículos e coleta automática de dados.


Escolhendo sua etiqueta RFID


Cada etiqueta RFID (passiva, semipassiva e ativa) tem suas particularidades para se encaixar melhor em diferentes tipos de negócios.


Propósito - Conheça toda sua operação e identifique as necessidades de otimização.

Depois de encontrar o setor que necessita otimizar, simule como seriam os cenários na sua operação ao aplicar cada um dos modelos de etiqueta e faça uma escolha por eliminatória.


Aplicabilidade - Após selecionar o modelo que faz mais sentido para o seu negócio, identifique os materiais que serão necessários para adaptar a sua operação para as mudanças. Analise a melhor forma de colocação das etiquetas nos produtos sem danificar seus transponders, sabendo que são sensíveis a metais e água.


Testes - Leia todos objetos que foram registrados no seu sistema e observe como a tecnologia irá se comportar em condições reais no seu negócio. Os testes servem para analisar o que funciona bem ou o que pode prejudicar o desempenho do sistema.


Uso da tecnologia RFID para controle patrimonial


O RFID é uma ferramenta muito poderosa para esse tipo de trabalho, porém, é necessário alguns cuidados para que não haja problemas na sua aplicação:


Local – É necessário cuidados quanto ao ambiente em que as etiquetas são expostas. Ambientes hostis com altas temperaturas e umidade elevada podem causar danos às etiquetas, nessas situações é necessária a proteção adequada à elas.


Material – Materiais metálicos afetam as ondas eletromagnéticas emitidas pelas etiquetas, diminuindo o alcance da leitura. A saída para isso é o encapsulamento das mesmas, evitando que sofram interferência.


Posição da Antena – A distância e a angulação em que a antena está disposta podem interferir na leitura ou identificação dos dados. Na hora da instalação fique atento se está gerando algum ponto cego.


Benefícios


  • As etiquetas possibilitam gravar informações na memória do chip, gerando maior controle de estoque;

  • As etiquetas podem ser identificadas a distâncias consideráveis, sem a necessidade de visualizar o objeto presencialmente;

  • Reutilização da etiqueta;

  • Redução de erros de reabastecimento, atualização e contagem do estoque;

  • Mais agilidade na geração de relatórios;

  • Facilidade na localização dos itens;

  • Segurança do patrimônio, evitando furtos e a falsificação de mercadorias.

Utilizando essa tecnologia você pode fazer sua empresa passar à frente de seus concorrentes, contribuindo para ampliar a eficiência das operações, aumentando a margem de lucro do negócio.

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